segunda-feira, 25 de março de 2013

Declaração de Karl Marx

“Meu amor, enquanto nos separa um espaço, estou convencido de que o tempo é para o meu amor como o sol e a chuva são para uma planta: Fazem crescer. Basta você ir, meu amor por você apresenta-se a mim como ele realmente é: Gigantesco; e nele se concentra toda minha energia espiritual e toda a força dos meus sentidos… Você vai sorrir, meu amor, e te perguntarás por que eu caí na retórica. Mas se eu pudesse pressionar contra o meu coração o seu, puro e delicado, guardaria em silêncio e não deixaria escapar nem uma só palavra.”
— De Karl Marx para sua esposa Jenny von Westphalen.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Instabilidade

Andando tortuosamente pela casa, não sabia se era sonho ou realidade, apenas sabia que não podia mais ficar ali, sem fazer nada.
Olhando-se no espelho não sabia que pessoa era aquela, seus pensamentos não eram claros e não vinha nada em sua mente a não ser um grande amontoado de ideias difusas, sem começo nem fim. 
Confusa até o último fio de cabelo, foi para o quarto sem saber o que fazer, sem saber no que pensar e muito menos em como seguir em frente 
Não sabia se era sonho ou realidade.
Com uma dor no peito, deitou-se na cama e se pôs a pensar. Novamente não havia nada além de pensamentos confusos e vagos em sua mente instável. Eram muitas emoções, ideias e, ao mesmo tempo, não havia nada em sua cabeça, a não ser um grande vácuo. Não sabia por onde começar. Não sabia o que começar. A falta de criatividade, esperança e felicidade a dominavam. Não sabia o que fazer a partir daquele momento. Não sabia se era sonho ou realidade. 
Assim se passam os dias, na mesmice do dia a dia, no tédio sufocante e em meio à sua mente confusa e em constante movimento.
De tanto pensar, sua cabeça doía e mesmo assim, nenhuma solução aparecia para lhe dar uma esperança, para lhe mostrar que havia ao menos uma luz na qual poderia se prender e esperar que tudo passasse.
Aliás, era isso que ela mais queria: fechar os olhos, prender-se a um porto seguro e esperar que tudo se revolvesse naturalmente. 
Para ela era tudo tão estranho, tão vago e inconsistente... mal sabia ela que, debaixo desse mesmo céu cinzento e nublado, haviam mais pessoas como ela: confusas, melancólicas, sentimentais e talvez até carentes...
Nesse labirinto que ela chamava de 'mente', sempre se perdia, não conseguia terminar um caminho, nunca seguia uma linha reta com pensamentos coerentes. E assim se passam mais dias...
E ela não sabia se era sonho ou realidade...

- Isabel Finck

segunda-feira, 11 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

Por trás da alegria

Havia uma menina muito conhecida no colégio onde estudava. Popular por ser extrovertida, brincalhona, gentil, carinhosa, engraçada, companheira, entre outros adjetivos que as pessoas atribuíam a ela. Simplesmente não tinha como não gostar da garota, ainda mais com todas essas qualidades! Todo dia estava rindo, brincando, contando piadas... ninguém nunca a viu triste, de mal humor, triste ou sequer de TPM. 
Porém, ao chegar em casa, essa garota se transformava em uma pessoa totalmente diferente. Uma jovem extremamente tímida, quieta, obediente e muito delicada. Ninguém nunca imaginaria isso de uma garota que está sempre feliz, não é? Porém, sua transformação tem uma justificativa: seus pais estavam prestes a se separar. Mesmo que não na sua frente, ela sabia que eles discutiam, brigavam... para não interferir e causar mais problemas, ela ficava na dela, no seu canto. Era sempre assim.
No outro dia, porém, todos viam, novamente, aquela menina bonita, extrovertida e engraçada que estavam acostumados a encontrar. Mas é aí que está a questão: todos a viam, porém, ninguém realmente a enxergava.
Como estava sempre 'bem' e com uma aparência feliz, ninguém se preocupava em saber se ela realmente estava assim. Mas isso não a incomodava, já que preferia evitar falar sobre a separação dos pais e estava sempre querendo mostrar sua alegria para todos.
Os amigos e conhecidos, sem saber, a ajudavam a esquecer um pouco da situação de casa, pois mesmo sem terem a mínima noção disso, faziam com que a garota esquecesse um pouco do que estava acontecendo na família.
Mesmo com tudo isso, com essa vida popular, as pessoas eram superficiais demais para entender o que realmente se passava por trás daqueles olhos encantadores, que na realidade eram apenas olhos de uma garota solitária.

- Isabel Finck

quarta-feira, 6 de março de 2013

Barbie

Escutem aqui, quem disse que todas as meninas deveriam ser iguais, com um padrão de beleza apenas?
Pois é, somos diferentes, cada uma com o seu corpo: gordinhas, magrinhas, outras altas, algumas baixinhas, cabelos crespos, lisos, curtos, longos, morenas, branquelas, japonesas, olhos verdes, azuis, castanhos, óculos, aparelho... somos todas diferentes, porém meninas.
Cada uma com as suas qualidades e defeitos. Meninas, nunca se achem feias!
Todas nós temos um defeito! Se até as famosas tem, por que nós não teríamos? Não existe mulher perfeita, sem um pouco de estria, celulite uma gordurinha aqui, outra ali. Pode até parecer, mas acredite, não existe...
Todas nós temos que amar o nosso corpo seja ele qual for, não tente ser perfeita... uma Barbie.
Se a preocupação é em relação aos meninos, pare!!! Pare, pare, pare! O garoto vai gostar de você do jeito que você é, não importa se você tiver estria, gordurinha, celulite aqui e ali... é normal. Então se o problema for esse, pare de se preocupar e seja feliz consigo mesma e não ligue para a opinião dos outros e muito menos para as regras que a sociedade impõe.
Mas aí vem aquela frase "As magras são as mais bonitas". MENTIRA! Todas as meninas são bonitas, são as pessoas que não enxergam. O problema é das pessoas, não seu.
Se você tiver vergonha do seu corpo, garota, não tenha. Foi com esse corpo que você nasceu, para que se envergonhar disso? Se fosse assim, todos nós deveríamos ter vergonha de nós, afinal, ninguém é perfeito... todos temos defeitos.
As pessoas hoje em dia estão mais preocupadas com a sua beleza externa e já não procuram saber o que há de bom por dentro. Isso faz com que nós meninas nos preocupem mais com o que temos, do que como que somos.
Não cometa o erro de tantas, que queriam tanto mostrar para a sociedade o quão "boa o bastante" que era e acabaram morrendo de anorexia, doenças, e até mesmo suicídio por não ter conseguido alcançar tal padrão imposto.

"Enquanto as pessoas não aprendem a fechar os olhos, nunca vão poder abrir o coração."

Então meninas, não tentem ser Barbies... sejam vocês mesmas.

- Isabel Finck

Do outro lado do morro

Era um bom garoto, mas
Passou fome, passou frio,
Foi preso, se feriu
Roubou,
Matou,
Se frustrou
"Calma garoto, um dia você alcança"
Prendeu-se então à esperança
De poder voltar a ser amparado,
Não fazer nada errado.
Não, não era cobiça (!)
Apenas lutou por justiça,
Se cansou de chorar
Ele queria mesmo,
Voltar a amar.

- Isabel Finck